O Vereador, o Povo e a Política
*Prof. Rogério Lopes Fagundes A DEMOCRACIA, em Montes Claros, vive um momento de efervescência. Os debates são acalorados, as decisões são tomadas por consenso... pelo menos, aquelas que interessam à maioria. A minoria, como sempre, terá que se contentar em aplaudir. Na Câmara Municipal, o clima é de tensão, transição, e, ao mesmo tempo, de reconhecimento. Júnior Martins (PP), o homem que uniu a casa legislativa, se despede (ou não) da presidência, mas não da política. Sua gestão foi marcada por consensos. Isso mesmo, quem ousaria discordar do líder que, com maestria, unia a direita e a esquerda sob sua égide? A harmonia era tamanha que, em alguns momentos, a Câmara parecia mais um clube do que um espaço de debates acalorados. É claro que, para manter essa harmonia, alguns ajustes foram necessários. Como diz o ditado, 'quem não é conosco é contra nós'. E, para aqueles que não estavam 'conosco', a única opção era a porta de saída. Mas não se preocupem, a democraci...
